Saturday, September 01, 2007


É como se tudo fosse desistruturado e as formas, cores, sons e tudo o que me cerca por dentro e por fora se destroi de uma forma maravilhosa.

Tenho o amor como um conceito inexprimivel que o intitulamos assim por não saber como intitular tal coisa intitulavel.Damos um nome de certo modo até vulgar pra o que não deveria ter abragência nenhuma ou toda a abrangência possível.

Isso num é papo romantico não, é falta do que escrever.

Pois bem vamos começar. A pouco a conversa era interessante, uma amiga de quinze anos acabara de me narrar seu primeiro menage em detalhes e se deliciava com a nova descoberta sexual,segunda ela maravilhosa,inusitada e complicada em pela primeira vez.

O pai do namorado da minha prima é um coroa massa com o qual é legal se conversar sobre magia e esoterismo, o celio estuda teologia e gosta de mitologia e apesar de eu não ser das pessoas mais afeitas a religião ou misticismo consigo explanar um assunto sobre cosmos e força transcendental e sei la mais o que durante muito tempo.

O bebê me olha com aquele olhar de soslaio safado e carinhosamente se vira me beija, depois tenta transpor a comida de sua boca para a minha e solta uma gargalhada gostosa dessas inocentes e inusitadas que só as crianças conseguem soltar sem muito motivo aparente além de um gesto esboçado o qual a tal gostou. A sua cabecinha pequena pende sob meu ombro e isso me alivia, me entorpece, me deixa todo bobo com o carinho expressado de uma forma inconsciente.

A mãe abaixa a cabeça após discutirmos por um motivo besta qualquer, meio inclinada para o nada derretem pensamentos e lembranças do passado e um olhar meio triste meio resignado me fala as palavras que ela não profere,amo aquela boca com o lábio inferior levemente induzido pra fora e qualquer coisa faria por um beijo agora que não a tenho, nem a seu corpo,nem a sua mão a me acariciar.

Bebo um gole de vinho e olho as marcas ao redor, remonto tudo desde os dentes cerrados no apito até a cicatriz da queda da moto, a loucura toma uma nova postura e já nem sei o que sou nesse momento e sei que nunca saberei o que sou ou que irei querer, fica aberta essa icógnita na minha vida como uma brecha que se alastra e não tem mais um jeito, apenas esperar que ela tome conta do todo e então enfim eu encontre algo,sabe-se la o que.

A modernidade sufoca, tudo esta ao alcance e toda a futilidade impede que cheguemos até o limite que precisa se transpor, vou até a geladeira e pego o bolo de chocolate gostoso que sobrou do aniversário do filho do cara legal, mastigo e lembro que estou cada vez mais gordo,recordo ainda que pretendo ser vegetariano e nem parece que a apenas três horas tive altos stress por ter que sair com pessoas extremamente ligadas a moral, egoismo,hipocrísia, para as quais a máxima é comer num restaurante caro,saco.

Me sinto leve e tudo flui, um pensamento surge e com ele mil outros interligados e já nem sei onde comecei e se vou parar, todos os sentidos se aguçam e penso em reinventar uma realidade que me agrade e se possível bastante.

boneca engraçada essa que me encara.

Não conheço muitas palavra talvez um dia quem sabe eu pare e leia o dicionario para tentar aumentar meu vocabulário. Ouço o cacarejar de um galo imagino o quanto deve ser ruim passar os dias por essas bandas principalmente quando se é um galo.

Sono muito sono e só o que me vem a mente é sexo, apesar de eu estar cheio devido ao exagero queria muito em minha boca o sexo e em meu corpo um outro corpo, queria muito o abraço de pernas que me ocultassem os pernas, ah como e queria os movimentos frenéticos e as tentativas de um susurro qualquer tentando exprimir prazer,"amor,dor ou qualquer outra coisa.

Queria mesmo uma boa e grande noite e sexo anarquíco.

Reinvoco as ideias a cerca do que penso em termos sociais e prefiro prosseguir assim não acreditando em muita coisa e vislumbrando o impossível, é ao contrario de muitos que dizem levantar uma bandeira qualquer e fazem isso por culturinha mais aceita a seus principios de suposta liberdade continuo com essa vivência sofregamente gostosa quebrando a cabeça pensando no rompimento sincero com toda a ordem, tudo parte da ação e da prática,odeio esses que falam, falam, falam e nada fazem.pensar é facil demais.

Solto a mão que nem tinha e me agarro ao que não quero ter,e tudo que queria era um simples abraço e tudo que eu tenho é uma cama que apenas com meu corpo ficara demasiado grande.

Titubeio, é hora de durmir, qualquer hora dessas volto aqui.