Saturday, October 14, 2006

um olhar

Elas dançam danças iguais
Têm os rostos iguais
Agem de forma igual
E também pensam iguais
Irmãs siamesas de milhares de mães
E no fundo filhas de uma só
Frutas da igualdade aterrorizadora
Raízes da massificação
E perpetuadoras deste silencio mortal.

Olhem-me de forma diferente
E rasguem suas vestes da moda
Por que não se libertar do todo?
Quero um sorriso verdadeiro e irônico
Que no canto esquerdo carregue um beijo roubado
Com um que de luxuria (desmedida)
Dormindo em suas camas estão isentas do medo
Fecharam os olhos e não viram nada...Quando ainda estavam abertos

Wednesday, October 11, 2006

ebrio

Olhava o ultimo gole que estava na garrafa e não conseguia pensar em nada apenas se reproduziam em minha cabeça imagens cujas quais eu pretendia me livrar, as cinzas dos cigarros já estavam a muito no chão e já não passavam de poeira sua fumaça já havia a muito se dissipado e de certo modo esse quadro refletia em min um pouco de um tudo que eu sou...Um tudo que varia entre a loucura e a monstruosidade.
Loucura pelo fato de meus atos serem de extrema falta de compreensão e talvez serem de certo modo insensatos apenas demonstrando que dentro de min se esconde uma figura monstruosa que descansa fingindo não existir, mas que quando surge à oportunidade ela se esvai e se mostra forte e repulsiva me causando um imenso nojo daquilo que eu mesmo construí.
Estava bêbado e o vomito já estava no esgoto, mas a ânsia pra que algo fosse “vomitado” pra fora de mim ainda estava viva e me causando dores horríveis...
...Queria vomitar toda minha repulsa contra aquilo que eu era...
...Vomitar meu ódio, meu amor, minha insensatez...
...Eu queria ME vomitar!
Eu me via refletido naquela substancia nojenta que trazia em si os aspectos imundos de meu intestino, pois ali estavam algo que antes fizera parte de min e que agora estavam no chão se misturando a um todo que nada tinha de diferente em relação ao vomito.
Figuras iriam passar pela minha visão, mas a percepção era um dom que eu não tinha no momento e aquilo que poderiam ser imagens agora pra min representavam apenas recortes da realidade e minha realidade se fundia naquele momento com minha falta de sobriedade e assim me faziam relembrar tudo o que eu tinha feito.Passava agora a pensar no porque de tudo aquilo, tanto sofrimento, a resposta que me veio era algo que eu já sabia e nem precisava ser tão sincero comigo pra chegar a tal conclusão, eu simplesmente não sabia a que se destinava tudo aquilo, onde tudo ia ter um fim?
Adormeci em minha rede, a embriaguez me impedira de pensar para alem disso!
No outro dia, ou melhor, um pouco mais tarde,dor de cabeça,dores no corpo e a sensação de que para além só há um precipicio e que desvenda-lo sera meu eterno desafio.

no mar

As vezes nos sentimos perdidos no meio da noite e tudo o que enxergamos é um vazio,uma escuridão e nada mais.Nessas horas, em que as verdades vem a tona, um frio toma conta de nossos corpos e fica difícil fugir ou encarar o medo que a vida traz junto com os desafios. Queria algo mais, sabe, algo que me desse coragem de viver e que nisto eu encontrasse as forças pra acreditar que alguma coisa ainda é verdadeira pois no tempos em que vivemos eu penso que tudo é uma enorme mentira ou uma piada de mal gosto. Essas palavras talvez não façam o mínimo sentido nem pra min,nem pra você,nem pra ninguém ou talvez elas tentem exprimir o que todos sentem mesmo sem conseguir definir o que seja.o que vejo é que as vezes é necessário se entregar a realidade e encará-la não como um fato normal mas com o mesmo aspecto denso e negro que a mesma nos encara. Eu ainda olho pro céu e enxergo belas estrelas e consigo tirar de meu rosto um sorriso cínico que pode querer dizer que eu ainda acredito em algo mesmo que este algo possa representar apenas a min,e deixo que o vento venha de encontro a min e me roube um beijo que sai como uma dedução de meus segredos e enigmas. ...Quero o gosto doce do mel a penetrar a minha boca e tomar conta de todo o meu corpo, espero que as ondas venham loucas e arranquem minhas roupas e me deitem sobre o areia da praia, que elas me seduzam e façam amor comigo, tudo que eu quero é fechar os olhos e sentir na escuridão a sensação de prazer que é o contrario do que sinto ao defrontar a realidade.Sai um grito e é essencial pra minha vida (ou o que restou dela), o meu uivo desafia a lua a me amar já que na terra os amores são meras lagrimas sobre o mar.
as vezes até que o meu dia é bom sabe? acordo mais tarde e tomo o café (que não tem café) consego até cumprir a promessa que tinha feito na noite anterior a min mesmo de arrumar um pouco da casa e ajudar a lavar a roupa,ouvi músicas que a muito não ouvia e que me fazem bem a alma depois uma briguinha daquelas cotidianas com a mãe e mais algumas horas dormindo depois de passar algum tempo sendo besta em frente a um computador.
acordo com o halito habitul e fico sentindo seu gosto nojento e saboroso,seco porém gostoso.penso que a noite irei sair sem rumo em busca de uma razão para existir que esteja ao menos um pouco distante da minha realidade.
gosto muito do acaso principalmente quando ele me coloca frente a frente com o que mais me proporcionaria alegria em um dia talvez em qualquer dia; encontro-a ou melhor, ela me encontra fico sem reação e penso: -putz,o que esse bairro tem? um dia ainda venho morar aqui!
deixo tudo de lado e olho nos seus olhos enquanto conversamos como amigos que à muito não se veem.
-pensei em você ainda a pouco.
acho que tenho que pensar mais nas coisas pra ver se elas se realizam com mais frequencia,imagina...
é surreal,e talvez eu seja mesmo um besta mesmo.as vezes me impressiono com tão pouco e as vezes é preciso muito mais do que o possivel pra me impressionar, mas o fato é que não consigo viver de mentiras e me edifico sobre as coisas cujas quais acho que são verdades,mas foi surreal ao menos para min...
numa esquina movimentada com o trafégo caótico de uma cidade quase que insuportavel sinto a minha atenção ser chamada e vejo a imagen que leva três segundos ser aceita e cair a ficha.
-caraaaaalho é tu mesmo? num acredito.
conversamos em meio as compras de mais um dia desses criados pra pessoas gastarem dinheiro e se sentirem felizes por sustentar uma felicidade baseada na compra e venda,compra e venda de sentimentos tambem.conversamos em meio as garotas que fazem ou que renegam cartões de crédito.
-e ai como esta no trabalho?
conversamos e o tempo passou rápido e tive que ir-me embora.
-gata,tenho que ir...
-se cuida...
-até...
fui grato ao acaso pelo que me proporcionou hoje por tudo o que ele me proporciona de forma inesperada e extremamente prazerosa,o que para muitos pode parecer uma besteira para min é uma delicia formidavel pois encaro os simples momentos como o resto de bom que há no mundo.
foi em momentos como esse tão peculiares e por muitos despercebidos que descobri e vivi as coisas mais importantes da minha vida e sei que vai ser assim sempre.
espero tomar um sorvete e ouvir uma bela música uma tarde qualquer dessas,com a sua companhia do meu lado conversando qualquer "besteira",aceita?

Saturday, September 30, 2006

explosão?

O cara saiu e era bem cedo, mas nunca é cedo o bastante pra se esquecer do ódio que fulmina em nosso peito, e naquele "dia" bem mais do que nos demais ele estava a ponto de uma explosão.Implodir, explodir, destruir...Pois bem era isso! Uma explosão, Booooooooommmmm e tudo ia pros ares, Hahahaha, como isso o enchia de euforia!Todos aqueles rostos mórbidos não representavam nada e era preciso se desfazer de toda a mascara que com a agitação das ruas se aperfeiçoara a ele e disfarçava junto à massa não o sentimento de omissão, mas o de rebeldia e completo transtorno pela incapacidade de ação naquela merda toda...Queria coisas verdadeiras e não uma suposta vida baseada em esmolas oferecidas e aceitas e pior, na maioria das vezes nem se quer questionada.Esta nítido o sangue escorrendo na vala, a criança que pede esmola, o casal que finge se amar, esta nítido, esta nítido, esta nítido... ...Tão nítido que fere, dói, mas os analgésicos estão ai... Ele pensou: -quero mais, muito mais, porém precisasse reduzir ao menos, bem menos...
Já estava próximo a noite o que lhe trazia mais tranqüilidade, mais as vezes durante a diversão,já próximo ao fim,tudo ficava parado e então era mais notório a mentira. Fulgas alternativas que levavam sempre aos mesmos caminhos que antes eram excitantes e agora não passavam de estradas já percorridas com imagens repetidas e que eram trilhadas pelo fato de aparentemente não haver mais nada.
Ascendeu o cigarro, bebeu alguns goles de cerveja e se sentou a mesa.
Compra-se diversão?
Saiu andando e não deu satisfações a ninguém, foi andando sem rumo em busca de algo, sabe-se lá o que.Andava pelas ruas tristes que transitavam carros tristes até que a chuva veio sobre sua cabeça.Não pensou duas vezes tirou a roupa e tomou um belo de um banho em plena praça pública uma garota se juntou à festa e dançaram feitos índios comemorando a vinda da chuva.
Quem era ela?
Não disseram palavras e deram lugar aos acontecimentos, se amaram como amantes e despediram-se com um beijo violento.Quando vestiu as roupas e já retornava a realidade ouviu um grito:
-como é bom explodir!
Sorriu, pegou a mochila a pôs nas costas, saiu desdenhando as ruas daquela selva de concreto e afirmou:
-É, eu não sou o único.

Tuesday, September 19, 2006

loucura e ebriedade

loucura e ebriedade

vamos?

vamos sair as ruas e gritar ao vento nossas mentiras,vamos eu queroeu precisso transar e ver verdade,quero ver além do que os atos iludem.andando sozinho no meio da madrugada e estampado no céu estão decadentes os sonhos e queremos mais bem mais e dessa vez é diferente.correu e ja estava lá nem sabia como tinha alcançado mas estava la, e de que forma?precissase de pouco bem pouco pra poder conseguir, o dificil é alcançar voô no meio desta confusão ai fica asssim tudo perdido e precissamos da fuga pra que possamos nos achar...queremos o que esta la fora e não podemos alcançar por que nos foi proibido,queremos o tsouro que a rainha escondeu...ouvir o som louco e caótico das batidas de tambores,seja o rock n' roll ou seja os sons africanos mas queremos dançar essa dança disritmada essa dança louca essa dança que retrata o que somosa completa falta de sentidosa moralidade assasinada e a preservação da loucurahahahaahh a loucura como principio!agora eu estou sentado numa cadeira e escrevendo um monte de coisas mas reproduzindo un ser aprisionado em uma tela de computador,ai eu penso: o mundo é la fora e eu tenho que conhecelo por mais que ele me machuqueme levanto e caminhoem direção ao "desconhecido"a dorao amora essas caras petrificadas até...