Fecho os olhos
E tudo se fecha a minha frente,
Portas batem freneticamente
Enquanto vozes gritam seus desejos
Incontidos, rejeitados, desejados.
Respiração fria,
Coração frio,
Mente sórdida.
Gritem podem gritar,
Não me incomodo, isso me enriquece.
A loucura tem a posse do meu ser
E se tornou minha companheira mais lúcida.
Olhava a colina abaixo
E vi mil cabeças rolarem,
Me movimentava mais estava parado,
Observando,
Chorando e sorrindo.
Hoje tomo café,
Amanhã viajo,
Ontem dancei,
Agora escrevo;
Tudo é a mesma coisa
O mesmo tempo e engano.
Somos todos cobaias do tempo
A diferença é que quase percebo.
Sofá confortável
Vitrola estancada
Enquanto isso a modernidade nos sufoca.
Mulheres dançam
Homens se beijam
E uma verdade é pronunciada
Em busca de uma meia verdade.
Consigo.
Me sinto só, me sinto confuso,
Com um nó no esôfago.
Tuesday, July 24, 2007

Acordo e diante de min a dor do mundo, me sinto imundo e com o corpo doido como se eu estivesse carregando não a culpa mais a falta, a falta de algo mais amplo porem menos abrangente.
Ontem fui a uma festa idiota acompanhado de pessoas que amo, porém não menos idiotas e a minha frente bem ao alcance de toda a abrangência de minha visão o desfile da beleza fútil e exaltação de sentimentos mesquinhos e imundos.
Sentimentos? Não, não a chegam a ser isso.
Peço qualquer coisa alcoólica para inebriar minha visão e tornar possível suportar o tempo necessário que se estende até o fim.
Eu vim aqui escrever sem intuito algum, o único intuito talvez fosse soltar estas palavras estranhas no peito do mundo e puxar uma peixeira pra matar o primeiro ser que este se transformasse mais até isso deixou de ser.
Olho para os desenhos feitos por pedras justapostas nas calçadas da praça e tento interligá-los a cada passo por min dado, caminho feito um ser preocupado e ausente da vida por raiva ou por preguiça, por amor ou por qualquer outra coisa que o vago lapso de memória que tenho me impede de exprimir o que talvez seja.
As mãos nos bolsos a procurar alguma coisa que sirva pra distração besta de mais um dos sentidos: tato; tateio qualquer coisa que se encontre ao alcance de min dentro destes bolsos e engano-me na certeza de que queria tatear um corpo, não um corpo qualquer, só aquele que me desse o prazer da boa conversa e da companhia simples, porém aconchegadora, aquele que me faz caminhar um pouco mais achado no meio de tudo isso.
Vez por outra os sentidos nos enganam e é fácil ceder aos impulsos e amanhecer arrependido com a quase certeza de que tudo esta errado, inclusive quando achamos estar certo.
Toda hora há aquele desespero diante dos adultos com suas certezas inquestionáveis pensando que o mundo e a vida são coisas lineares de decisões simples e estáveis. Mal percebem estes que um dia acordam na casa dos quarentas e têm uma família constituída, normal diante do pensamento social linear é claro, um cachorro amarrado no quintal e como escape de suas frustrações passadas, presentes e futuras têm um fim de semana qualquer em um local onde estão a mercê da bela fuga do cotidiano onde ao voltarem a perceber tal realidade vão estar sentados no meio da semana assistindo ao noticiário e aguardando ansiosamente o próximo capítulo da novela das oito.
Que belo modelo comportamental.
Causa-me nojo, repulsa.
Quero mesmo é acordar em um futuro qualquer e como numa manhã como essa não saber ao certo o que vou fazer, ver na minha mente o amanhecer tardio e me sentar e questionar o que me torna vago, me sentar em uma cadeira e tentar transpor minha silhueta e meus pensamentos para um papel ou para uma pagina qualquer, virtual ou real.
Às vezes o que exijo é tão pouco mais diante de todos os pensamento conjugados nessa massa inerte que são as sociedades parece ser impossível de se realizar.
Amanhece mais uma vez o mundo sob um aspecto diferente, em min um outro eu que nem eu, nós, sei o que é.
Ontem fui a uma festa idiota acompanhado de pessoas que amo, porém não menos idiotas e a minha frente bem ao alcance de toda a abrangência de minha visão o desfile da beleza fútil e exaltação de sentimentos mesquinhos e imundos.
Sentimentos? Não, não a chegam a ser isso.
Peço qualquer coisa alcoólica para inebriar minha visão e tornar possível suportar o tempo necessário que se estende até o fim.
Eu vim aqui escrever sem intuito algum, o único intuito talvez fosse soltar estas palavras estranhas no peito do mundo e puxar uma peixeira pra matar o primeiro ser que este se transformasse mais até isso deixou de ser.
Olho para os desenhos feitos por pedras justapostas nas calçadas da praça e tento interligá-los a cada passo por min dado, caminho feito um ser preocupado e ausente da vida por raiva ou por preguiça, por amor ou por qualquer outra coisa que o vago lapso de memória que tenho me impede de exprimir o que talvez seja.
As mãos nos bolsos a procurar alguma coisa que sirva pra distração besta de mais um dos sentidos: tato; tateio qualquer coisa que se encontre ao alcance de min dentro destes bolsos e engano-me na certeza de que queria tatear um corpo, não um corpo qualquer, só aquele que me desse o prazer da boa conversa e da companhia simples, porém aconchegadora, aquele que me faz caminhar um pouco mais achado no meio de tudo isso.
Vez por outra os sentidos nos enganam e é fácil ceder aos impulsos e amanhecer arrependido com a quase certeza de que tudo esta errado, inclusive quando achamos estar certo.
Toda hora há aquele desespero diante dos adultos com suas certezas inquestionáveis pensando que o mundo e a vida são coisas lineares de decisões simples e estáveis. Mal percebem estes que um dia acordam na casa dos quarentas e têm uma família constituída, normal diante do pensamento social linear é claro, um cachorro amarrado no quintal e como escape de suas frustrações passadas, presentes e futuras têm um fim de semana qualquer em um local onde estão a mercê da bela fuga do cotidiano onde ao voltarem a perceber tal realidade vão estar sentados no meio da semana assistindo ao noticiário e aguardando ansiosamente o próximo capítulo da novela das oito.
Que belo modelo comportamental.
Causa-me nojo, repulsa.
Quero mesmo é acordar em um futuro qualquer e como numa manhã como essa não saber ao certo o que vou fazer, ver na minha mente o amanhecer tardio e me sentar e questionar o que me torna vago, me sentar em uma cadeira e tentar transpor minha silhueta e meus pensamentos para um papel ou para uma pagina qualquer, virtual ou real.
Às vezes o que exijo é tão pouco mais diante de todos os pensamento conjugados nessa massa inerte que são as sociedades parece ser impossível de se realizar.
Amanhece mais uma vez o mundo sob um aspecto diferente, em min um outro eu que nem eu, nós, sei o que é.
Saturday, July 14, 2007
Metas – traços pra vida,
Eu nunca planejei o futuro
Talvez por me frustrar no presente
Penso que meus sonhos são só ilusões.
Tenho medo e sinto frio
Mesmo quando o sol é escaldante
Mais meu mergulho e forte
Decidido
E sobre o ar deslizo.
Animal, fera cruel de instintos insanos,
Insanos no mundo de minha mente,
Insanos neste mundo “social”.
Se alguém puder um dia romper a fechadura
Da porta de minha persona,
Personas,
Entendera meu por que e minha aflição,
Sentira garras rasgar-lhe as costas.
Num quarto escuro com um filete de luz da lua,
Com uma mesa e alguns cigarros e cinzas,
No canto uma fera aguarda sua pressa
Balbucia loucuras
E olha fixo um ponto a sua frente com um ar psicótico.
Descarto todas as possibilidades de ser normal
Pois mesmo quando tentei morri
E acordo todas as manhãs como um dado
Que rola no casino da vida,
Dado de mil faces
Vez por outra viciado.
Confundir não é um ato muito benquisto
E não se pode tracejar a vida sobre isto,
Pode?
A fada responsável por meus sonhos e minha existência
Teve as asas cortadas
E hoje é uma adolescente que se prostitui pra poder comer.
Desde de seu declínio tenho a sorte
Como uma bola de vidro que me escapa as mãos
No momento mais importuno.
Historia escrita como rabiscos avulsos
Na areia do deserto
Que o vento ao mínimo esforço apaga
E que aparentemente uma tempestade passou
Pelo deserto de minha vida.
Alimentar-me-ei de gestos
E de pequenas grandezas.
A morte chegará muito rápida. Alívio.
Não quero construir nada,
Todo meu processo de criação ser a partir
Do nada
Da desconstrução.
Só assim posso dar espaço
Pra que eu exista.
Tenho o pouco que necessito.
Que comece o fim!
Eu nunca planejei o futuro
Talvez por me frustrar no presente
Penso que meus sonhos são só ilusões.
Tenho medo e sinto frio
Mesmo quando o sol é escaldante
Mais meu mergulho e forte
Decidido
E sobre o ar deslizo.
Animal, fera cruel de instintos insanos,
Insanos no mundo de minha mente,
Insanos neste mundo “social”.
Se alguém puder um dia romper a fechadura
Da porta de minha persona,
Personas,
Entendera meu por que e minha aflição,
Sentira garras rasgar-lhe as costas.
Num quarto escuro com um filete de luz da lua,
Com uma mesa e alguns cigarros e cinzas,
No canto uma fera aguarda sua pressa
Balbucia loucuras
E olha fixo um ponto a sua frente com um ar psicótico.
Descarto todas as possibilidades de ser normal
Pois mesmo quando tentei morri
E acordo todas as manhãs como um dado
Que rola no casino da vida,
Dado de mil faces
Vez por outra viciado.
Confundir não é um ato muito benquisto
E não se pode tracejar a vida sobre isto,
Pode?
A fada responsável por meus sonhos e minha existência
Teve as asas cortadas
E hoje é uma adolescente que se prostitui pra poder comer.
Desde de seu declínio tenho a sorte
Como uma bola de vidro que me escapa as mãos
No momento mais importuno.
Historia escrita como rabiscos avulsos
Na areia do deserto
Que o vento ao mínimo esforço apaga
E que aparentemente uma tempestade passou
Pelo deserto de minha vida.
Alimentar-me-ei de gestos
E de pequenas grandezas.
A morte chegará muito rápida. Alívio.
Não quero construir nada,
Todo meu processo de criação ser a partir
Do nada
Da desconstrução.
Só assim posso dar espaço
Pra que eu exista.
Tenho o pouco que necessito.
Que comece o fim!
Saturday, July 07, 2007

Devaneios em uma mesa de bar (verdade?)
A vida é assim:
Perdidos no espaço das coisas
Perambulamos.
Entre devaneios e ilusões
Buscando
Um porto, um lugar seguro,
Onde possamos repousar o amor
E alcançar
Um lugar em qualquer lugar-guará...
Onde possamos relaxar e amar
E viver,
Aproveitar a vida, o amor...
Ah, tais coisas que sempre as perseguimos
E na maioria das vezes as perdemos.
E entramos num estado de inércia
Deslizando entre as escolhas,
Passando por momentos difíceis,
Traçando caminhos sem calta, por que?
Com um medo besta e fora de lógica,
Por que?
Por que não se pode apressar a vida.
A vida que nos leva...
Vejam, o vento quer nos dizer algo,
Ele sussurra aos nossos ouvidos
E acaricia nossos corpos, alivia a mentes.
Gestos, mentes, palavras...
As observo diante de mil deuses
Às estudo.
Composta por cinco seres noturnos em um habitat regado a álcool etílico.
p.h,ton.ana Raquel,Thais,andréa...
Boêmia bar...
Fortaleza, 06 de julho de 2007
Perdidos no espaço das coisas
Perambulamos.
Entre devaneios e ilusões
Buscando
Um porto, um lugar seguro,
Onde possamos repousar o amor
E alcançar
Um lugar em qualquer lugar-guará...
Onde possamos relaxar e amar
E viver,
Aproveitar a vida, o amor...
Ah, tais coisas que sempre as perseguimos
E na maioria das vezes as perdemos.
E entramos num estado de inércia
Deslizando entre as escolhas,
Passando por momentos difíceis,
Traçando caminhos sem calta, por que?
Com um medo besta e fora de lógica,
Por que?
Por que não se pode apressar a vida.
A vida que nos leva...
Vejam, o vento quer nos dizer algo,
Ele sussurra aos nossos ouvidos
E acaricia nossos corpos, alivia a mentes.
Gestos, mentes, palavras...
As observo diante de mil deuses
Às estudo.
Composta por cinco seres noturnos em um habitat regado a álcool etílico.
p.h,ton.ana Raquel,Thais,andréa...
Boêmia bar...
Fortaleza, 06 de julho de 2007
No meu corpo cicatrizes
Feridas
Pele queimada e luminosa.
Tais marcas contam historias,
Canções de ninar ao som de trovões,
Gritos internos implodindo,
Refletem meus erros e as vezes
Até minhas alegrias.
Geralmente aquelas que precedem a dor
Inesperada.
Hoje eu quis o abrigo da minha casa
A mesma que me causa asco muitas vezes,
Quis o abraço dos livros dispersos,
Dos objetos espessos,
Até das paredes empoeiradas
E da rede estendida
Atrapalhando a passagem.
Rosa vermelha, plástica, artificial
E empoeirada.
Por ti passeia a aranha de pernas finas
Quase imperceptíveis.
E esta deixa teias, rastros,
Todos estamos sujeitos a deixar rastros
Resquícios de nossa existência.
Esparadrapo, durex, cola, canetas vazias,
O rolo de papel higiênico,
O livro de poesias e a carta esquecida,
Nunca lida;
A poeira cobrindo tudo
E a música ruim no ar.
A estranha sensação de vazio
Que me acompanha pelas manhãs
E me preenche.
Essa sensação é a minha única companheira nesta noite
A única verdade presente em minha mesa
Nessa mesa e personificada nestes papeis.
É hora de dormir.
Feridas
Pele queimada e luminosa.
Tais marcas contam historias,
Canções de ninar ao som de trovões,
Gritos internos implodindo,
Refletem meus erros e as vezes
Até minhas alegrias.
Geralmente aquelas que precedem a dor
Inesperada.
Hoje eu quis o abrigo da minha casa
A mesma que me causa asco muitas vezes,
Quis o abraço dos livros dispersos,
Dos objetos espessos,
Até das paredes empoeiradas
E da rede estendida
Atrapalhando a passagem.
Rosa vermelha, plástica, artificial
E empoeirada.
Por ti passeia a aranha de pernas finas
Quase imperceptíveis.
E esta deixa teias, rastros,
Todos estamos sujeitos a deixar rastros
Resquícios de nossa existência.
Esparadrapo, durex, cola, canetas vazias,
O rolo de papel higiênico,
O livro de poesias e a carta esquecida,
Nunca lida;
A poeira cobrindo tudo
E a música ruim no ar.
A estranha sensação de vazio
Que me acompanha pelas manhãs
E me preenche.
Essa sensação é a minha única companheira nesta noite
A única verdade presente em minha mesa
Nessa mesa e personificada nestes papeis.
É hora de dormir.
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