Saturday, July 14, 2007

Metas – traços pra vida,
Eu nunca planejei o futuro
Talvez por me frustrar no presente
Penso que meus sonhos são só ilusões.
Tenho medo e sinto frio
Mesmo quando o sol é escaldante
Mais meu mergulho e forte
Decidido
E sobre o ar deslizo.
Animal, fera cruel de instintos insanos,
Insanos no mundo de minha mente,
Insanos neste mundo “social”.

Se alguém puder um dia romper a fechadura
Da porta de minha persona,
Personas,
Entendera meu por que e minha aflição,
Sentira garras rasgar-lhe as costas.

Num quarto escuro com um filete de luz da lua,
Com uma mesa e alguns cigarros e cinzas,
No canto uma fera aguarda sua pressa
Balbucia loucuras
E olha fixo um ponto a sua frente com um ar psicótico.

Descarto todas as possibilidades de ser normal
Pois mesmo quando tentei morri
E acordo todas as manhãs como um dado
Que rola no casino da vida,
Dado de mil faces
Vez por outra viciado.

Confundir não é um ato muito benquisto
E não se pode tracejar a vida sobre isto,
Pode?

A fada responsável por meus sonhos e minha existência
Teve as asas cortadas
E hoje é uma adolescente que se prostitui pra poder comer.
Desde de seu declínio tenho a sorte
Como uma bola de vidro que me escapa as mãos
No momento mais importuno.

Historia escrita como rabiscos avulsos
Na areia do deserto
Que o vento ao mínimo esforço apaga
E que aparentemente uma tempestade passou
Pelo deserto de minha vida.

Alimentar-me-ei de gestos
E de pequenas grandezas.
A morte chegará muito rápida. Alívio.

Não quero construir nada,
Todo meu processo de criação ser a partir
Do nada
Da desconstrução.
Só assim posso dar espaço
Pra que eu exista.
Tenho o pouco que necessito.

Que comece o fim!

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