Tuesday, July 24, 2007

Fecho os olhos
E tudo se fecha a minha frente,
Portas batem freneticamente
Enquanto vozes gritam seus desejos
Incontidos, rejeitados, desejados.
Respiração fria,
Coração frio,
Mente sórdida.

Gritem podem gritar,
Não me incomodo, isso me enriquece.

A loucura tem a posse do meu ser
E se tornou minha companheira mais lúcida.

Olhava a colina abaixo
E vi mil cabeças rolarem,
Me movimentava mais estava parado,
Observando,
Chorando e sorrindo.

Hoje tomo café,
Amanhã viajo,
Ontem dancei,
Agora escrevo;
Tudo é a mesma coisa
O mesmo tempo e engano.

Somos todos cobaias do tempo
A diferença é que quase percebo.

Sofá confortável
Vitrola estancada
Enquanto isso a modernidade nos sufoca.

Mulheres dançam
Homens se beijam
E uma verdade é pronunciada
Em busca de uma meia verdade.

Consigo.

Me sinto só, me sinto confuso,
Com um nó no esôfago.

1 comment:

cLi said...

Olá!
Bela poesia.
Palavras ótimas de ler você escreveu no meu blog!
Grande abraço!!!