O cara saiu e era bem cedo, mas nunca é cedo o bastante pra se esquecer do ódio que fulmina em nosso peito, e naquele "dia" bem mais do que nos demais ele estava a ponto de uma explosão.Implodir, explodir, destruir...Pois bem era isso! Uma explosão, Booooooooommmmm e tudo ia pros ares, Hahahaha, como isso o enchia de euforia!Todos aqueles rostos mórbidos não representavam nada e era preciso se desfazer de toda a mascara que com a agitação das ruas se aperfeiçoara a ele e disfarçava junto à massa não o sentimento de omissão, mas o de rebeldia e completo transtorno pela incapacidade de ação naquela merda toda...Queria coisas verdadeiras e não uma suposta vida baseada em esmolas oferecidas e aceitas e pior, na maioria das vezes nem se quer questionada.Esta nítido o sangue escorrendo na vala, a criança que pede esmola, o casal que finge se amar, esta nítido, esta nítido, esta nítido... ...Tão nítido que fere, dói, mas os analgésicos estão ai... Ele pensou: -quero mais, muito mais, porém precisasse reduzir ao menos, bem menos...
Já estava próximo a noite o que lhe trazia mais tranqüilidade, mais as vezes durante a diversão,já próximo ao fim,tudo ficava parado e então era mais notório a mentira. Fulgas alternativas que levavam sempre aos mesmos caminhos que antes eram excitantes e agora não passavam de estradas já percorridas com imagens repetidas e que eram trilhadas pelo fato de aparentemente não haver mais nada.
Ascendeu o cigarro, bebeu alguns goles de cerveja e se sentou a mesa.
Compra-se diversão?
Saiu andando e não deu satisfações a ninguém, foi andando sem rumo em busca de algo, sabe-se lá o que.Andava pelas ruas tristes que transitavam carros tristes até que a chuva veio sobre sua cabeça.Não pensou duas vezes tirou a roupa e tomou um belo de um banho em plena praça pública uma garota se juntou à festa e dançaram feitos índios comemorando a vinda da chuva.
Quem era ela?
Não disseram palavras e deram lugar aos acontecimentos, se amaram como amantes e despediram-se com um beijo violento.Quando vestiu as roupas e já retornava a realidade ouviu um grito:
-como é bom explodir!
Sorriu, pegou a mochila a pôs nas costas, saiu desdenhando as ruas daquela selva de concreto e afirmou:
-É, eu não sou o único.
Saturday, September 30, 2006
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